“Nobel da Educação”: conheça o Global Teacher Prize

 

Desenvolvido pela Fundação Varkey, o Global Teacher Prize, também conhecido como Prêmio Professor Global, é uma premiação que homenageia os professores que mais contribuíram para a educação no ano anterior.

O prêmio foi criado por Sunny Varkey, presidente da Fundação, após uma pesquisa mostrar que o status da profissão tinha caído nos últimos anos e que os professores estavam sendo pouco valorizados em diversos países, com isso, a premiação busca empoderar docentes e elevar o seu valor na sociedade.

De acordo com o Índice Global de Status do Professor da Fundação Varkey 2018, em comparação com outros 35 países, o Brasil é o que professor tem o menor status de importância. Em primeiro lugar está a China.

Assim, desde 2015 é realizada anualmente essa premiação, que ficou conhecida como o Nobel da Educação, e que, além de gloriar o docente que mais se destacou no período anterior, também oferece um milhão de dólares para o vencedor.

Para participar da competição é preciso que o professor que estejam ensinando crianças de 5 a 18 anos, o equivalente ao Ensino Básico no Brasil, seja por aulas presenciais ou até mesmo em cursos online. Além disso, é preciso que o candidato tenha, no mínimo, 10 horas semanais de convívio com esses jovens e crianças, e planejar manter essa carreira por mais cinco anos.

Foto: Reprodução

Após se inscreverem, os concorrentes são avaliados de acordo com os seguintes critérios:

  • Empregar práticas instrucionais eficazes que sejam replicáveis ​​e escalonáveis ​​para influenciar a qualidade da educação globalmente;
  • Empregar práticas instrucionais inovadoras que abordem os desafios específicos da escola, comunidade ou país e que tenham mostrado evidências suficientes para sugerir que poderiam ser eficazes para enfrentar esses desafios de uma nova maneira;
  • Alcançar resultados demonstráveis ​​de aprendizagem dos alunos na sala de aula;
  • Impacto na comunidade além da sala de aula, que fornece modelos únicos e diferenciados de excelência para a profissão docente e outros;
  • Ajudar as crianças a se tornarem cidadãos globais, proporcionando-lhes uma educação baseada em valores que os equipa para um mundo onde eles potencialmente viverão, trabalharão e socializarão com pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e religiões;
  • Melhorar a profissão docente ajudando a elevar o nível do ensino, compartilhando as melhores práticas e ajudando os colegas a superar os desafios que enfrentam em suas escolas;
  • Reconhecimento de professores de governos, organizações nacionais de ensino, professores-chefes, colegas, membros da comunidade em geral ou alunos.

Os responsáveis por realizar essa avaliação são professores, acadêmicos, jornalistas, empresários, cientistas, artistas, autoridades e executivos de grandes corporações de todo o mundo. Ao total, são 209 jurados, sendo que um deles é a brasileira Ana Gabriela Pessoa, empreendedora e fundadora da Ezlearn, uma escola de idiomas a distância.

Quem são os vencedores do Global Teacher Prize

Desde o início do projeto, já foram premiados quatro professores de diferentes nacionalidades. Conheça os ganhadores do Nobel da Educação:

  • 2014/2015: Nancy AtwellProfessora de inglês, a norte-americana foi a primeira campeã do Global Teacher Prize, sua metodologia de ensino permitia que os alunos escolhessem os livros e decidissem sobre o que escreveriam durante as aulas, isso fez com que cada aluno conseguisse ler, em média, 40 livros e escrever mais de 20 artigos no período. Além disso, sua atitude fez com que diversos alunos se tornassem autores.
  • 2015/2016: Hanan Al HroubHanan Al Hroub é professora de uma escola de Ensino Básico da Palestina e foi a segunda vencedora do prêmio. Ela se destacou entre os finalistas ao desenvolver um método de ensino que permite educar e auxiliar crianças expostas à violência, sua didática, além de melhorar a aprendizagem dos alunos, também fez com que muitas delas superassem o trauma e voltassem a brincar e a aprender.
  • 2016/2017: Maggie McDonnel Nascida no Canadá, Maggie é professora de uma comunidade indígena situada ao extremo norte do país, conhecida como Salluit. Em seis anos de docência, a canadense enfrentou diversos inversos rigorosos e conseguiu desenvolver diversas atividades para desenvolver a educação no local. Entre suas ações, estão: desenvolver programas de interesses diversos para meninos e meninas e um ginásio para jovens e adultos da comunidade local.
  • 2017/2018: Andria ZafirakouA professora de artes da Alperton Community School, na Inglaterra, ensina crianças carentes, em sua maioria imigrantes ou filhos de imigrantes, a importância da educação. Para ter sucesso em sua missão, Andria teve que aprender frases e expressões em mais de 35 idiomas para criar uma conexão com os alunos, além disso, após o seu esforço dentro e fora de aula, a escola subiu de nível e está entre as melhores do Reino Unido.

 

Na primeira edição do prêmio, foram realizadas mais de cinco mil inscrições de professores de mais de 127 países. Já em 2018, foram contabilizadas mais de 30 mil candidaturas.

Quem são os brasileiros no Nobel da Educação?

Ao total, três professores brasileiros já estiveram entre os dez finalistas da premiação, incluindo a edição deste ano do Global Teacher Prize. O primeiro a se destacar foi Wemerson da Silva Nogueira, professor de ciências biológicas, que desenvolveu o projeto “Filtrando as Lágrimas do Rio Doce” com alunos da escola Antônio dos Santos Neves, em Minas Gerais, analisando as águas do rio que foi contaminado em 2015 devido ao desastre das barragens de minério em Mariana (MG).

A segunda vez que o Brasil ficou entre os finalistas aconteceu devido à dedicação de Diego Mahfouz Faria Lima, diretor de uma escola pública no estado de São Paulo, que tinha altas taxas de violência e de evasão. Sua estratégia para reerguer a escola foi baseada em aumentar o engajamento dos alunos e da comunidade na recuperação do espaço físico, por meio de uma gestão democrática.

Nesta última edição do prêmio, o Brasil também possui uma representante entre os dez finalistas: Débora Garofalo é professora de tecnologia em uma escola pública da periferia da cidade de São Paulo (SP) e desenvolveu o projeto “Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade”, que visa ensinar como desenvolver tecnologias por meio de recicláveis. Sua atitude já retirou mais de 700 quilos de sucata da rua.

Além disso, outros brasileiros também já foram selecionados pela competição e ficaram entre os 50 melhores professores do mundo, são eles: Marcio de Andrade Batista, Valter Menezes, Rubens Ferronato e Jayse Ferreira.

O resultado da quinta edição será divulgado no dia 26 de março de 2019 durante o Fórum Global de Educação e Habilidades, realizado em Dubai.

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