Tudo o que você precisa saber sobre complementação pedagógica

Complementação pedagógica é uma formação especial de docentes voltada para bacharéis ou tecnólogos que querem dar aulas em áreas correlatas à sua graduação. Trata-se de uma licenciatura de curto período direcionada para quem quer ampliar a área de atuação.

 

Para suprir a falta de professores em diferentes níveis de ensino foi lançada a complementação pedagógica, uma possibilidade para quem possui o diploma de bacharel ou tecnólogo de dar aula para os ensinos fundamental e médio e educação profissional.

Também chamada de licenciatura de curta duração, é a chance de muitos profissionais ampliarem suas oportunidades de trabalho com a realização de um curso de curto período e ainda com a possibilidade do EAD (ensino a distância).

Quer entender do que se trata a complementação pedagógica, para quem essa formação é indicada e quais as vantagens? Acompanhe este post e tire todas as suas dúvidas!

O que é complementação pedagógica?

Por meio da Resolução n° 2, de 26 de junho de 1997, o Conselho Nacional de Educação (CNE) lançou um programa especial de formação pedagógica de docentes — conhecido como complementação pedagógica ou R2. A ideia é suprir a falta de professores do ensino fundamental, ensino médio e educação profissional por todo o país.

Apesar de ser voltada para graduados (bacharéis ou tecnólogos), a complementação pedagógica não é uma pós-graduação. Finalizada essa formação, o aluno recebe um certificado que o habilita na licenciatura do curso escolhido.

O profissional encontra essa licenciatura de curta duração nas principais áreas do conhecimento, como:

  • língua portuguesa;

  • matemática;

  • biologia;

  • história;

  • geografia;

  • química;

  • física.

Para quem é indicada?

Tecnólogos ou bacharéis de qualquer curso podem participar desse programa especial de formação de professores. O Ministério da Educação (MEC) exige apenas que a formação inicial do candidato tenha 160 horas de disciplinas correlatas com a licenciatura escolhida.

Cabe à instituição de ensino que oferece a complementação pedagógica averiguar — a partir da análise do histórico escolar — a compatibilidade da área de formação com a do curso escolhido pelo candidato.

Dessa forma, quem se formou em Engenharia, por exemplo, pode fazer a complementação pedagógica e dar aulas de física. Já quem possui o diploma de Farmácia pode dar aulas de biologia e quem se formou em Comunicação Social pode obter o certificado para ser professor de língua portuguesa.

Como esse curso é organizado?

Seguindo a Resolução do CNE, a complementação pedagógica deve contemplar uma parte teórica e prática. Entre as disciplinas teóricas estão:

  • didática;

  • prática de ensino;

  • metodologias do ensino;

  • psicologia da educação.

Há um enfoque grande para o aprendizado prático, que deve ser feito em instituições de ensino básico e envolve: preparação, trabalho em sala de aula e sua avaliação, gestão e todas as atividades do cotidiano escolar — planejamento pedagógico, administrativo e financeiro, reuniões pedagógicas e eventos.

Todo esse trabalho deve ser supervisionado pela instituição de ensino que oferece o programa.

Quais as vantagens dessa formação?

Quem busca um curso de educação continuada pode apostar no programa especial de formação de professores, que é, na verdade, uma licenciatura curta. Veja as vantagens desse curso:

Não tem vestibular

Você quer continuar os estudos e obter qualificação além do diploma da graduação, mas desiste da ideia porque não tem tempo para estudar para um vestibular. Afinal, você já está no mercado de trabalho e tem um dia a dia corrido.

Pois saiba que, ao optar pela complementação pedagógica, você não precisa fazer nenhuma prova para o ingresso no curso. A instituição de ensino avalia o seu histórico escolar para saber em qual área você deve fazer o programa de formação de professores.

Tempo reduzido de curso

Outro ponto importante é o tempo reduzido de curso, em média um ano, para que você receba uma certificação equivalente à licenciatura, o que vai expandir suas oportunidades. Mas não pense que isso compromete a qualidade — a complementação pedagógica é bem estruturada e direcionada para a prática de ensino.

Diversificação da área de atuação

O mercado de trabalho está competitivo, por isso é importante obter qualificação. Quem quer se atualizar e ampliar as oportunidades profissionais, pode apostar nessa formação e começar a dar aulas para o ensino fundamental, médio e profissional.

A complementação pedagógica oferece a capacitação para o trabalho no ambiente escolar, com os métodos de ensino-aprendizagem, suas tecnologias e integração com outras disciplinas. O curso aproveita os conhecimentos adquiridos na formação inicial do profissional e o prepara para a sala de aula.

Essa formação especial atende também aqueles profissionais que vão continuar na sua área de formação, mas nutrem um desejo por ser professor. Gostam da dinâmica de sala de aula e, com essa licenciatura curta, podem conciliar duas formas de trabalho.

Campo carente de profissionais

É fato que o Brasil não conta com professores suficientes para atender às escolas da rede básica de ensino. Dessa maneira, realizar a complementação pedagógica é garantia sim de emprego e de crescimento na carreira.

Com o certificado desse curso, o profissional pode participar de concursos públicos para professores do ensino fundamental e médio.

Reconhecimento do MEC

O certificado de conclusão do programa especial de formação pedagógica de docentes é equivalente à licenciatura plena e, dessa forma, tem o reconhecimento do MEC. O aluno pode ficar tranquilo porque estará enriquecendo seu currículo com uma formação de qualidade.

Curso EAD

Muitas instituições de ensino oferecem a complementação pedagógica de forma semipresencial e EAD (ensino a distância), o que facilita bastante a rotina de quem quer continuar estudando, mas não pode parar de trabalhar.

O aluno só precisa se organizar para reservar, no horário e local mais conveniente, um tempo para acompanhar as aulas. Para isso, basta um notebook ou tablet e acesso à internet. A parte prática é somente o estágio supervisionado, no qual o aluno deve participar das atividades de uma unidade de ensino básica.

A única preocupação deve ser a escolha de uma instituição de ensino de referência, com curso reconhecido pelo MEC e que ofereça uma plataforma completa e suporte de qualidade.

Se você quer se atualizar e busca uma formação continuada que o habilite para ser professor, invista no curso de complementação pedagógica. É uma forma de aumentar a renda e diversificar seu campo de atuação com um curso de curto período.

Quer conhecer mais sobre esse programa especial de professores? Entre em contato com a Universidade Braz Cubas, receba todas as informações e comece a planejar seu futuro profissional!

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